A mão estava fechada. Por mais que quisesse estar aberta não conseguia. O medo que a consumia não a deixava soltar-se. O seu fecho não reflectia o seu ser. Por ela estava aberta para o mundo. Queria conhecer mais, saber mais, viver mais. Mas só através daquele fecho percebia que aquilo que tinha lhe chegava bem. Não precisava de mais nada. Aquilo que tinha conquistado chegava perfeitamente. Lentamente começava a perceber que o seu fecho não passava de uma barreira transparente. Na realidade estava solta há imenso tempo. Soltou um dedo de cada vez. No fim, o medo que a consumia sumiu-se. A certeza veio e com ela veio também um sorriso. De repente... apercebeu-se de que a mão estava aberta.
N.Vieira
E assim aberta, nada a impedia de conquistar o mundo :)
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