Torceu os dedos. Fechou os olhos. Começou a pensar. Quem era? O que fazia ali, naquele momento? Por momentos perdeu-se. Por momentos assustou-se. (In)felizmente rapidamente se encontrou. Afinal de contas nunca se tinha perdido. Tinha apenas feito um desvio na sua vida. Às vezes gostava de fazer estes desvios para se voltar a encontrar. O objectivo era reencontrar o sentido que tanto procurava. Passava tempo demasiado a procurar o sentido que às vezes se esquecia de viver. Por isso mesmo, tinha de se perder. Era um ciclo sem fim. Ora se perdia, ora reencontrava à procura do sentido. Mas no final do dia sentia-se sempre igual: uma eterna criança à procura de algo.
N. Vieira
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