sábado, 8 de dezembro de 2012

o odor

Plena madrugada. O sono ainda nem ia a meio. Acorda. Sente a falta de algo. Um desconforto constante que não consegue suportar. Vira-se para o outro lado. Um, dois, três segundos depois percebeu. O seu cheiro estava lá. Por mais voltas que desse na cama aquele odor ganhava sempre. Não lhe conseguia vencer, nem por cansaço. Queria fechar os olhos e ser transportada por aquele perfume a horas passadas. Adormecer agarrada a si. Acordar grudada nele. Não precisava de mais nada. Apenas precisava do odor e da pessoa. O resto vinha por acréscimo. 

N.Vieira

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