Estava ali sozinha. O carro estava em movimento. A velocidade não precisava de ser medida. Os meus pensamentos voavam a uma rapidez impossível de calcular. O rádio passava aquela música. Não reparava. Simplesmente ouvia o som e não associava a letra. De repente acordei. Reparei que tudo aquilo fazia sentido. Cada palavra, cada sílaba, cada letra. Era impossível ficar impune àquela verdade. Não conseguia acreditar em como aquilo se adequava ao momento. Tinha medo de no fim acabar assim. A música acabava. E eu ficava ali. Sem saber o que fazer. Sem saber o que pensar. Queria correr para os teus braços. Não te queria largar. Será que podia?
N.Vieira
é esse um dos poderes da música: faz-nos perceber aquilo que sentimos, ou até aquilo que temos medo de vir a sentir. Beautifully writeen, as always :)
ResponderEliminarPodes crer, cara Muffin. A música tem um poder que jamais vou conseguir compreender totalmente. Por vezes ela faz-me sentir uma imensidão de coisas que parecem adormecidas, mas que no fundo estão lá. É o poder da música, e esse é impossível de ignorar :)
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