Normalmente, gostava de se encher de cor. Achava que a cor apagava o que era mau, incolor. Não deixava de acreditar que era a cor que a ajudava todos os dias. Enchia o seu dia de cor. Dava cor às pessoas, à música, ao mundo. Fazia da cor uma constante na sua vida. Mas preocupava-se com o seu excesso. Quando algo existia em demasia podia ser negativo. A cor não podia existir em demasia. Todos os dias a media, pesava e quantificava. No fim de cada dia fazia o balanço final. A cor que tinha sido usada era a ideal. Nem um grão a menos, nem um grão a mais. Tinha a sua cor, não precisava de mais nada. Pelo menos até àquele momento.
N.Vieira
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