sábado, 14 de abril de 2012

no seu mar

Estalou os dedos. Quando abriu os olhos estava coberta de mar. Deixou-se ficar. As ondas vinham e iam. Traziam areia e outros sedimentos. Não se importava. Cada onda que vinha trazia algo de novo. Refrescava. Desvendava. Descobria. Gostava. Quatro verbos aplicados à sua realidade, pelo menos à realidade daquele momento. Ficou ali. 1 hora. 2 horas. 3 horas. O tempo passou, mas não por si. Quando decidiu estalar os dedos não conseguia. Estava presa àquela realidade. Por breves momentos entrou em pânico. Mas, rapidamente, o pânico passou. Veio sim a surpresa. A surpresa de ter tido sorte, de estar no seu mar.

N.Vieira

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