domingo, 10 de junho de 2012

madrugada

Eram cinco e meia da manhã. E ele ainda não tinha chegado. Mil e uma questões se levantavam. Várias dúvidas surgiam ao mesmo tempo. Não queria dramas. Nunca os aguentou, principalmente agora. Tinha-se dado. Revelou-se para aquele mundo. Não pensou duas vezes. Mas quando chegavam os atritos o gelo derretia. Ficava a descoberto o que escondia com unhas e dentes. A vulnerabilidade falava mais alto. Gritou. O acto pareceu-lhe o mais indicado. Libertou-se por uns segundos. Decidiu finalmente fechar os olhos. Só os ia abrir amanhã. Adormeceu.

N.Vieira

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