quinta-feira, 18 de outubro de 2012

talvez sim, talvez não

Pegou no telemóvel. Escreveu a mensagem. Disse o que sentia, ou o que achava sentir. Deixou crescer algo que não sabia que estava a crescer. Trocou as suas voltas sem dar por isso. Pôs os pés no chão. Tentou assentá-los. Ainda achou que era cedo. Enviou outra mensagem. Deixou a coisa crescer mais um pouco. Não se mediram palavras ou sentimentos. Tudo era sentido a triplicar. A imensidade daquilo era impossível de medir. Mas acabou por assentar os pés. Voltou atrás com a sua palavra. Fingiu apagar o que tinha dito e foi directa ao assunto. "Talvez sim, talvez não... nem sei". Porque é isso mesmo, não tão simples como parece.

N.Vieira

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