Um dia acordei. Acordei e percebi o quanto me fazias falta, o quanto eu gostava de ti, o quanto queria ter um futuro contigo, o quanto eras importante para mim, o quanto pensava num nós. E depois? Tinha medo. Tinha medo de uma relação, medo de não dar certo, medo de arriscar, medo de mim, medo do sentimento, medo de me magoar e de te magoar, medo do medo. Arriscar? Por vezes trata-se de arriscar, para sentir, para gostar, para ser feliz, para fazer feliz, para sentir-me em ti, para te sentires em mim, para tudo. Custa? Custa muito, luta-se muito, tenta-se muito, sofre-se muito, procura-se muito, ri-se muito, perdoa-se muito, gosta-se muito. Vale a pena? Vale sempre a pena, porque é bom, é maravilhoso, é mau, é doloroso, é questionável, é duvidoso, é chato, é cansativo, é amor, é vida! E no fim? No fim não se sabe, não se tem a certeza, não se tem dúvidas, não se magoa, não se separa, não se chora. Voltei a adormecer. Voltei a sonhar contigo, connosco, com o essencial, com o abraço, com o beijo. Enfim, percebi que não há fim, todos os dias há um começo.
N.Vieira
Amo
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