Um dedo. Dois dedos. Três dedos. Quatro dedos. Cinco dedos fechados, apertados. Representavam uma frustração. Falavam de um alguém. Agarravam outros cinco dedos, não meus. Enrolavam-se na ânsia de sentir o que não se devia. Cruzavam-se com a mistura sentimental momentânea. Gritavam por um apreço. Beijavam-se uns aos outros. Cravavam-se em si mesmos. Pisavam a mão que não lhes pertenciam. No fim soltaram-se, libertaram-se. Não voltaram à estaca zero, escolheram a estaca superior, aquela que lhes abria outro mundo. Até agora continuam lá.
N.Vieira
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