Trocava-se no seu tempo. Pensava naquilo que tinha vindo mas que já tinha ido. Não o lamentava. Simplesmente lhe fazia bem reviver aquilo. Porquê? Para se sentir mais capaz, mais resistente. Ninguém ia fazer por si aquilo que só lhe cabia a si fazer. Podia não ser rápido, fácil ou indolor. O importante era durar. Pelo menos para si, para aquele seu tempo pessoal. Apesar de se trocar, não se enganava. Ou pelo menos queria acreditar que sim. De que lhe valia a sua palavra? No fim do dia a questão era sempre a mesma.
N.Vieira
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