Duas e vinte e sete. Da manhã. Esta não é uma insónia de preocupação. Não é a falta de sono por medo de algo. Esta é a forma de aproveitar o tudo. A mais verdadeira tentativa de interiorizar o mais ínfimo pormenor. As horas não se querem a correr. Quer-se cada segundo, minuto. Os olhos, que custam a manter acordados, contemplam o plano. Aquele quadro estava a ser guardado na memória. A história estava a ser criada, inventada, mesmo ali. A noite tinha a testemunha. Não era uma madrugada em vão. Era a ânsia de esperar pela manhã. Duas e quarenta e três. Da manhã. A insónia continuava. A felicidade também.
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