Cruzava os dedos. Descruzava. Pensava uma vez. Pensava duas vezes. Não sabia como dizer. Mas tinha de o dizer. Já tinha ouvido que nada na vida era fácil. Mas, nunca pensou que isso se aplicasse a si. Voltava a cruzar os dedos. Voltava a descruzá-los. Voltava a pensar uma vez. Voltava a pensar duas vezes. A conclusão era sempre a mesma. Fez o melhor que pôde. Deu o melhor que podia dar. Já não se tratava mais de si. Tratava-se do destino. Tão simples quanto isso.
N.Vieira
Sem comentários:
Enviar um comentário
descomplicados