O sol nasceu. Logo a partir do seu nascimento diário sentia a imediata falta de algo. Mas tinha o seu trabalho para fazer. A iluminação de muitas outras vidas era uma constante obrigatória. Por mais que a sua noite tenha sido má, tinha de se levantar todos os dias e trabalhar. A culpa não era sua mas assim o destino o quis. Ao mesmo tempo a lua tinha-se ido deitar. Trabalhava no turno da noite. Enquanto a maioria das pessoas dormia ela tentava iluminar q.b. o resto das que por aí vadiavam. Sofria pela separação permanente ou pelos cinco breves minutos em que se cruzava com o sol. O reencontro tardio relembrava a paixão antiga e proibida. Mas, mais uma vez, foi o destino que ditou essa separação. O reencontro final e duradouro era quase impossível mas todos os dias se levantavam/deitavam a imaginá-lo. Por agora aquilo que lhes restava era a memória e o sentimento de estarem presos àquilo que um dia foi seu mas que já não o era. Era o destino e contra ele não podiam fazer nada.
N.Vieira
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